Importância da leitura e releitura em nossas vidas

13/08/2020 07:09

            Quem não gosta de ler, assistir a bons programas de TV, ir ao teatro ou cinema, além de não ocupar seu tempo e espaço diário com atividades motivadoras; quem passa os anos realizando o que é básico à sobrevivência: trabalhos repetitivos, cuidados higiênicos, alimentação, sono... pouco mais realiza que os animais. Desse modo, fica um grande espaço em branco em seu cérebro, por falta de utilização... Esta é uma lei biológica que aprendi há quase cinquenta anos: todo membro fisiológico que não é utilizado se atrofia. Daí, a possibilidade de demência torna-se maior para quem usa pouco o cérebro do que para quem o enriquece de informações.

            Segundo Monteiro Lobato: "Quem mal lê mal ouve, mal fala, mal vê". O hábito de leitura deve ser cultivado na infância. Por isso, Lobato também disse: "Para crianças, um livro é todo um mundo". Esse grande escritor escreveu a obra Sítio do Picapau Amarelo, com 23 volumes, adaptada para a televisão. Li cada um desses livros, quando criança, e confirmo o que o autor disse. Alguns deles impressionaram-me mais, como, por exemplo, Reinações de Narizinho; Emília no País da Gramática; Serões de Dona Benta; Histórias de Tia Nastácia; Os Doze Trabalhos de Hércules... Depois disso, nunca mais parei de ler: poemas, contos, crônicas, romances, obras filosóficas... Outras pessoas, porém, talvez se lembrem de outras obras, o que influencia a visão de mundo de cada um.

            Outra frase de Monteiro Lobato, citada no site Pensador é esta:

 

            Para quem trabalha com revisões, como nós, esta é uma verdade indiscutível. Em apenas uma página de texto, dificilmente escapam a terceiro ao menos dois ou três erros, que o autor do texto não enxergou, mesmo após duas ou três releituras. E é um segundo ou terceiro leitor que acaba descobrindo os "fantasmas" ocultos ao autor, mas que se mostram ao revisor atento. O pior é quando, nestes tempos da informática, corrigimos um texto, como por exemplo, a palavra mal para mau, clicamos "salvar" e, depois de enviado, percebemos que o termo está lá. Nesse caso, só nos resta dizer: Ali era para estar mau, ou seja, algo não bom, e não mal, o que não pegou bem... Tudo isso porque o mau programa não salvou o termo bom e só não acabei mal nessa história porque ela terminou bem...

 

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Sobre o Autor

Jorge Leite de Oliveira é

Consultor Legislativo aposentado da CLDF. Formação acadêmica: Bacharel em Direito (Advogado, OAB/DF 16922); grad. em Letras (UniCEUB); pós-grad. em Língua Portuguesa(CESAPE/DF) e em Literatura Brasileira (UnB); Mestre em Literatura e Doutor em Literatura pela UnB. Professor de Língua Portuguesa, Redação, Orientação de Monografia, Literatura e Pesquisas, no UniCEUB, de 1º set. 1988 a 1º jul. 2010. Palestrante, escritor, revisor e articulista espírita. Autor do Blog: <jojorgeleite.blogspot.com/>.

 

Autor dos livros:

1. Texto acadêmico: técnicas de redação e de pesquisa científica. 10. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.

2. Guia prático de leitura e escrita. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.

3. Chamados de Assis: espaços fantásticos do Rio mutante na obra machadiana. Curitiba, PR, 2018.

4. Da época de estudante de Letras: edição esgotada: Mirante: poesias. Brasília: Ed. do autor, 1984.

5. Texto técnico: guia de pesquisa e de redação. 3. ed. rev., ampl. e melhorada. Brasília: abcBSB, 2004 (também esgotada).

 

Contato:

jojorgeleite@gmail.com